Miriane Willers
Meu estado de mãe e de filha celebra o dia da maternidade. E o restante dos dias? — caminha-se numa estrada bifurcada.
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Alguns lugares e instantes ficam dentro da gente – paisagens absorvidas pelos olhos na caminhada domingueira.
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Sou fluente em silêncios, faminta de horizontes e inquieta de esperas.
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Ser ou não ser – eis o verbo de ligação entre nós.
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Confissão: odeio passar roupa e vergonha.
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Ir em direção ao nascente e acompanhar a luz matinal, espantando as sombras. Respirar a segunda-feira, abrindo os olhos languidamente: viva!
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Passar o café num ritual sagrado. O filtro absorve o pó, a palavra silenciada, a saudade esquecida.
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Seguidora da Adélia Prado, compactuo do mesmo desejo: “O poder que eu quisera é dominar meu medo”.
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A borboleta-sol pousa na lantana — a vida fremindo as asas.